
O investidor imobiliário Samuel Leeds anunciou uma iniciativa para tentar preservar igrejas que estão sendo fechadas na Inglaterra.
Em vez de permitir que esses prédios sejam transformados em apartamentos, centros comerciais ou outros estabelecimentos, ele afirma que deseja comprá-los para que permaneçam com sua finalidade original: servir como locais de adoração cristã.
Proposta surgiu após avanço no fechamento de templos
Segundo Leeds, a ideia nasceu da preocupação com o número crescente de igrejas encerrando atividades no Reino Unido.
Em declaração publicada nas redes sociais, ele disse que está disposto a adquirir imóveis religiosos colocados à venda, mesmo quando já exista permissão para conversão do espaço para outros usos.
O empresário afirmou que, nesse caso, o retorno financeiro não é sua prioridade. Para ele, quando uma construção foi erguida para honrar a Jesus Cristo, ela deve continuar sendo usada como igreja.
Oferta por templo já foi apresentada
Em um vídeo posterior, Leeds revelou que fez uma proposta em dinheiro de 225 mil libras pela Igreja Metodista de Darelston, em Wednesbury, na região de West Midlands.
O templo, de acordo com a reportagem, corria risco de ser vendido para incorporadoras interessadas em outro tipo de projeto para o local.
Ao comentar sua motivação, o investidor declarou que aprecia lucrar com o mercado imobiliário, mas considera inaceitável ver igrejas erguidas para Cristo sendo desviadas desse propósito.
Fechamento de igrejas tem avançado no Reino Unido
A discussão ganhou força porque mais de 3.500 igrejas foram fechadas em todo o Reino Unido na última década.
A combinação entre queda no número de frequentadores em algumas regiões e custos elevados de manutenção tem tornado inviável a continuidade de vários templos históricos.
Com isso, muitos desses imóveis passaram a ser reaproveitados para finalidades completamente diferentes.
A reportagem cita casos de igrejas convertidas em apartamentos, restaurantes, bibliotecas, centros de escalada, escritórios, espaços comunitários e até casas noturnas. Em outros casos, os prédios passaram a abrigar diferentes expressões religiosas.
Debate também alcançou o cenário político
O tema também foi citado por representantes do partido Reform UK. Segundo a matéria, o partido manifestou preocupação com a mudança de uso de antigos templos cristãos e defendeu medidas de preservação do patrimônio religioso do país.
Zia Yusuf, porta-voz da legenda para Assuntos Internos, declarou que a herança cristã britânica precisa ser protegida.
Entre as propostas mencionadas está a concessão automática de status de patrimônio histórico às igrejas, com o objetivo de dificultar que sejam convertidas em outros locais de culto ou em empreendimentos sem ligação com sua vocação original.
“Um avivamento está chegando”, diz empresário
Além de defender a preservação dos edifícios, Samuel Leeds também afirmou acreditar em um novo tempo espiritual para a Inglaterra.
Para ele, o país deve estar preparado para uma volta maior das pessoas às igrejas, e isso exige que os templos continuem abertos e disponíveis para receber essa nova geração.
A avaliação do investidor é reforçada por números citados na reportagem. Dados da YouGov indicam crescimento da crença em Deus entre jovens de 18 a 24 anos, passando de 16% em agosto de 2021 para 45% em janeiro de 2025.
Entre pessoas de 25 a 49 anos, o índice subiu de 21% para 33% no mesmo período.
Outro dado destacado mostra aumento na frequência mensal à igreja entre adultos no Reino Unido.
Segundo comparações entre levantamentos de 2018 e 2024, o percentual subiu de 8% para 12%, o que representa crescimento expressivo no número de frequentadores mensais.
Preservar templos é preservar a fé pública
A iniciativa de Leeds chama atenção por confrontar uma tendência de descaracterização de templos históricos em várias partes da Europa.
Para muitos cristãos, manter uma igreja aberta não significa apenas conservar um prédio antigo, mas preservar um espaço de oração, comunhão, serviço social e testemunho público do Evangelho.
Caso o plano avance, a proposta do investidor poderá se tornar um exemplo de resistência ao fechamento de igrejas e de valorização da identidade cristã em um momento de transformação cultural no continente.























